INSS e Aposentadoria – Entenda o seu caso!

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Todos sabemos que INSS e Aposentadoria andam juntos. Afinal, em um país onde a seguridade social é bastante intensa a maioria das pessoas não procuram meios alternativos de construir a sua própria previdência privada.

Contudo, um dos maiores pesos do orçamento federal é o gasto com aposentadoria. Pois, além de englobar a aposentadoria por idade o INSS cobre também pensões por morte, afastamentos por doenças, aposentadoria por invalidez, dentre outros.

Dessa forma, o orçamento gasto com a seguridade social acabou se tornando um dos maiores problemas em nosso país. Por conta disso a reforma da previdência foi extremamente necessária para a retomada do crescimento nos próximos anos.

INSS e Aposentadoria, onde você se encaixa?

INSS e Aposentadoria

Assim como todos brasileiros, eu e você que está lendo essas palavras iremos cedo ou tarde nos aposentar. E eu pergunto, você já definiu como irá se aposentar? Você já sabe quais são as novas regras da previdência social?

Embora possua algumas ressalvas de transição, basicamente a reforma da previdência acabou com a aposentadoria por tempo de serviço. Com isso, passou a vigorar a idade mínima para se aposentar, sendo 65 anos para homens e 62 para mulheres.

E há um outro detalhe. Para que você consiga se aposentar é necessário ter contribuído por 20 anos no caso de homens e 15 anos no caso das mulheres.

Por mais que nosso instinto inicial seja reclamar do tempo a mais de trabalho, não havia outro caminho para o governo. A previdência soava como uma bomba relógio no orçamento e a qualquer momento ficaríamos sem condições de pagar até as aposentadorias atuais.

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E o que esperar dos próximos anos?

INSS e Aposentadoria

Diante das mudanças, algumas pessoas serão beneficiadas pelas regras de transição que englobam vários casos de quem já estava quase para se aposentar. Todavia, os mais novos precisarão pensar em outras maneiras se quiserem ter mais tranquilidade na velhice.

Ou seja, precisamos construir a nossa aposentadoria com investimentos. É necessário, dessa forma, guardar uma parte do nosso salário líquido pensando em nosso futuro. Em países desenvolvidos isso já é uma realidade.

Contudo, a população brasileira ainda é bastante imediatista e não costuma pensar no futuro. É comum entre as pessoas ouvirmos frases como: “Nem sei se vou morrer amanhã, para que irei poupar por 30 anos?”.

Esse pensamento acaba fazendo dos brasileiros um dos povos mais dependentes do assistencialismo estatal. Mas, se essa mentalidade não for revertida, os problemas no final da vida poderão ser vários.

Aprendendo a viver sem o INSS e Aposentadoria

Precisamos aprender a viver sem a aposentadoria do INSS. Ou seja, mesmo que consigamos nos aposentar quando atingirmos a idade mínima, o ideal é que tenhamos neste momento uma liberdade financeira para viver sem o INSS.

Mas, para que consigamos chegar neste ponto é necessário um esforço presente. Sendo assim, precisamos poupar parte dos nossos ganhos pensando nessa liberdade financeira. Então vem a pergunta: quanto poupar?

Essa é uma questão bastante relativa, e a resposta é: depende. Quanto mais você poupar, melhor. Mas na média, o ideal é reservar em torno de 10% do seu salário para aplicações com objetivo de se aposentar.

E é aí que entra o pulo do gato. Pode parecer pouco guardar 150,00 reais por mês. Mas se considerarmos que esse valor será aplicado mensalmente, em 35 anos você conseguirá ter perto de 150 mil.

Isso considerando que você guardará sempre o mesmo valor e que também irá aplicá-lo em uma opção mais segura. No entanto, é possível chegar aos 65 anos com muito mais do que isso quando se tem força de vontade de aprender.

Diversificando os investimentos para aposentar

Para conseguir melhorar o capital acumulado e obter uma rentabilidade melhor na aposentadoria, é preciso arriscar um pouco mais. No entanto, o risco se minimiza quando falamos em diversificação e alocação de ativos.

Sendo assim, podemos então considerar que você poderá aplicar o seu dinheiro mensalmente em dez ativos diferentes, ou até mais. Pois, por mais risco que possuam, se um acaba indo mal os outros vão bem.

Claro que para tomar uma decisão dessas é necessário bastante estudo e conhecimento. É preciso entender um pouco sobre cada ativo, sobre seu histórico e outras questões pertinentes.

Mas hoje no mercado temos diversas opções como  Fundos de Investimento Imobiliário, Ações de empresas sólidas, planos de previdência privada (alguns) que rendem muito mais do que a poupança ou o CDB, por exemplo.

Assim como a rentabilidade, também é preciso saber o risco de um determinado ativo, evitando empresas com pouco histórico ou com grau de alavancagem bastante alto. O importante, como já dissemos, é não colocar todos os coelhos na mesma toca.

Conforme vimos neste artigo, o INSS está dificultando cada vez mais a aposentadoria das pessoas, com uma clara razão: é necessário ajustar as contas públicas. Por isso, se você quer se aposentar é melhor se preparar e construir a sua aposentadoria privada.

Em resumo:

  • A aposentadoria por tempo de contribuição deixou de existir.
  • Ficará cada vez mais difícil depender do INSS para se aposentar, portanto é imprescindível pensar em construir um plano de previdência privada.
  • A previdência privada pode ser construída através da diversificação de diversos tipos de investimentos.

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